Nonsense consensual em forma de blogue.
Criado no dia 22 de Abril de 2012.

Linha

+ 1 comentário
Há muito tempo que não passeava a pé entre Alcântara e Algés. Hoje acabei por o fazer e muita coisa mudou desde que eu apanhava o comboio todos os dias a caminho do liceu (leia-se tasca no Campo Grande ou em Alvalade).

Gosto particularmente do comboio da linha de Cascais. Já não é a mesma coisa de antigamente e está cada vez mais parecido com o inominável comboio da linha de Sintra mas aquele percurso toca-me mais do que dez namoradas da minha adolescência a comerem-se selvaticamente na sala enquanto eu vejo o Benfica a ser campeão europeu.

Adoro aquela linha. Linha de desalinhos, linha de coca, linha de paragem para quem vinha do chique ao Ventoso, linha de ternura incomparável.

Para mal dos meus inúmeros (são mesmo muitos) pecados, estou remetido ao deserto do Mário Sahara Lino já há uns anos com uma passagem pela capital que não me agradou. Tem vantagens. Nós, os berberes, ainda temos uma cultura de aldeia que promove uma certa entreajuda e familiaridade. Isso é algo de importante em tempos complicados como o actual. O defeito é que o Mário tinha razão. Isto é uma merda de um deserto. Deserto de pessoas, embora tenha gente com fartura, deserto de sítios, deserto por me pôr a andar daqui para fora. Mal por mal, vou para Lisboa.

Quando vou à capital, deslumbro-me como uma daquelas senhoras saloias que o Eça relata nas suas crónicas e que iam morar para a suburbana Ventosa, hoje em dia a bela cidade da Amadora. Sítio execrável. Aquela linha, ao contrário da outra, deveria ser demolida desde Sete Rios até Sintra. E não sei se salvaria Sintra. Pelo menos, já não anda por lá o filho do decrépito Mário. Não o Lino, o outro que só dá ares de estadista. Para quem não sabe, um estadista é um gajo que nunca fez um caralho de jeito na vida mas que esteve sempre presente na política. É um título tão inútil e absurdo como um marechal.

O D. João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun, duque de Saldanha, também foi marechal. Este eu compreendo e é merecido. Nunca vejo tanta gaja boa como no Saldanha e nas limítrofes  Avenidas Novas.

A não ser na minha linha.

1 comentários:

  1. J adore cette ville! Ça me rapelle de bon et de moins bon moment du peu peut etre meme trop peu de temps que j'y eu vécu... Voir les gens qui courraient atravers le quai du bateau pour courrir jusqu au quai de train, j adorai m'arreter et de les voirs c etait leurs stress qui me destressait rien qu en me dissant que j avais pas a vivre comme eux car j'avais eu la chance ou pas d'avoir grandi ou les gens sortent tjrs en temps et en heures pour ne pas devoir courir pour arrivee aux rd-vs ou au travail. La chance de prendre le temps de vivre et d'apprecier la beauté de cette grande ville qui finalement et mal habité... J adore Lisbonne, prendre le train qui longe le Tejo jusqu'à l'entree en mer, ou nous sommes libre de rever en regardant pas la fenetre d'un train peupler de gens qui ne regardent meme plus la beauté du paysage en profitant de se moment privilégié pour s'evader de leur stress quotidien!! Lisboa é a minha terra est j'em suis fière!!! ;)

    ResponderEliminar

Siga-nos por Email