Nonsense consensual em forma de blogue.
Criado no dia 22 de Abril de 2012.

Vai fazer pela vida pah!

+ 1 comentário
Estou a tentar acabar o meu conto. tenho dois dias para o terminar e editar.
 Mentira.
 Nao estou a tentar nada. Estou meio perdida neste habito que adquiri recentemente, o de nao conseguir fazer nada. Nao consigo sequer abrir o texto e ler. E estou preocupada. Irrequieta. Faz lembrar aquela musica do Jose Mario Branco "Inquietacao" ou entao a do meu amado Antonio Variacoes "Estou alem". Nao interessa qual e a musica ao certo ate porque no final nenhuma consegue descrever o silencio que me transtorna, este fogo debaixo dos meus pes que me poe a ferver mas que me aconchega e nao me deixa sair daqui. Esta tao quentinho. Tenho quatro sites de procura de emprego abertos e tudo me parece aborrecido. Nao quero trabalhar para outros, ter um chefe que nao suporto a dar-me ordens, mas vai ter de ser. Adorava ser puta. Ja referi isto varias vezes. Ser puta sem perder a minha candura de menina abandonada pelo pai (este facto e veridico). Adoro mulheres criadas por maes solteiras, sao desfeitas e refeitas em momentos de eterno abondono. Aquela sensacao de podermos ser abandonadas por qualquer pessoa porque fomos abandonadas por aquele que nunca nos deveria deixar para o resto da vida. Daqui saem dois tipos de mulheres, as azedas que usualmente nao suportam homens porque nao souberem lidar com o trauma e estas sao as que gosto menos e as que se encaixam melhor na nossa sociedade (porque Ela, a Sociedade, adora pessoas sem sentimentos que mais depressa fodem do que deixam foder) e as outras das quais orgulhosamente faco parte sao as que se nota a distancia que estao todas desencaixadas por dentro, mas que tem um encanto (nao sou falsa modesta, so sorry) dificil de descrever. Sao tipo iman e podem nao ser exactamente bonitas ou atraentes. Sempre me imaginei como se fosse um puzzle onde falta a ultima peca, nao, a peca nao esta mal posta, foi o pai que a levou com ele, e eu fico uma vida inteira a espera que o principe encantado a traga resgatada dentro de uma caixinha. E isto. Espero que ele venha, aquele tipo que eu nem queria conhecer, a venha encaixar em mim. Para eu me sentir completa.

E aqui se nota o quanto os meus pensamentos andam desorganizados, nao consigo manter uma linha de pensamento! Ao menos que fosse uma linha de coca!

Tenho o meu novo gato (hoje tudo e novo) encostado aos meus rins, tambem ele me aquece, Mas preferia que fossem umas maos a aquecer-me os rins. A deixa-los ir e vir a embalar o corpo para o momento da onda cosmica que o orgasmo me da! Arrepios.

Tenho de sair deste buraco onde hoje estou feliz para ir para o meu compromisso, foi tao bom enquanto me senti livre a escrever.

1 comentários:

  1. Gosto imenso da forma natural com que te desenvolves de situações de sentimento bruto "(...)porque Ela, a Sociedade, adora pessoas sem sentimentos que mais depressa fodem do que deixam foder (...)" para "Sempre me imaginei como se fosse um puzzle onde falta a ultima peca, nao, a peca nao esta mal posta, foi o pai que a levou com ele, e eu fico uma vida inteira a espera que o principe encantado a traga resgatada dentro de uma caixinha.". É impressionante. Outro exemplo:"Ser puta sem perder a minha candura de menina abandonada pelo pai (este facto e veridico).

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