Nonsense consensual em forma de blogue.
Criado no dia 22 de Abril de 2012.

Amianto

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Existem dias em que as palavras fluem como imperial num dia de praia. E depois, há os outros. Hoje não é nenhum dos dois. Tinha tantos temas para divagar como, por exemplo, a função do períneo, a utilidade do recém afamado Calcitrin e o ódio que tenho por esperar.

Cálcio, zonas erógenas e banhas da cobra postos de parte, sobra-me pouco. Poderia falar sobre amiantes.

Um amiante não é o Ramalho Eanes com o seu sotaque fofinho de Alcains a falar sobre os malefícios dos asbestos. Poderia ser. Mas não é. A piada foi um pouco rebuscada, não foi?  Cultivem-se.

Um amiante é uma cultura. Um híbrido. Não é amigo nem amante. É um amiante. E, como tal, é uma merda nas duas funções. Se lhe pedes o carinho de amigo, ele pensa que queres uma noite de luxúria regada com vaselina a rodos, se pedes a vaselina, ele pensa que só queres um ombro amigo e que és um gajo sem ponta.

Não é bem o mesmo que um amigo colorido, é mais um amigo a preto e branco, um amigo que ainda está nas emissões experimentais. Experimenta, experimenta e a única coisa que resulta de lá é uma locução de continuidade feita por uma gaja mal preparada e que não sabe do que fala.  Já sei que o meu humor hoje está um pouco idiota. Pensei que, falando de cores, devesse ter um texto a combinar com o autor. Berrante, com mau gosto e próprio de um querida mudei de casa porque não te consigo aturar.

Nem todos estamos preparados para um amiante. Ou uma amiante, é indiferente. Alguns de nós, querem genuinamente um amigo ou amiga. Outros um ou uma amante. Outros uma paixão. Outros um projecto. Todos queremos merdas diferentes e conciliar desejos não é nada fácil. Parece que é: "Ah, vamos lá dar uma sem compromissos!". É preciso estômago. E ponta. E vontade de ter ponta. O que, mais uma vez, nem sempre é assim tão simples quando o que precisamos é mesmo de um colo.

E o colo, sempre ouvi dizer, dão as mães às crianças. E ninguém gosta de crianças. Muito menos de crianças maiores de idade. São ridículas. Absurdas. Incomodativas na sua fluorescência. Ah, falei de fluorescentes outra vez? Desculpem lá.

Mais vale um puto cromado do que uma criança fluorescente. O cromado sempre disfarça. Lá estou eu a voltar à mesma história. Devo andar com uma puta de obsessão qualquer. Mas não, não vale. Um cromado é, e sempre será, uma mentira.

Falava de amiantes...

Queres ser minha amiante? Tive uma mas perdeu-se na secção de higiene do Pingo Doce.

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