Nonsense consensual em forma de blogue.
Criado no dia 22 de Abril de 2012.

Ao Vivo e a Cores

+ 1 comentário
Não é fácil ter côr quando todas as pessoas próximas desabam. E, parece que neste fim-de-semana, eu incluído, todos se lembraram de cair ao mesmo tempo.Muitos mesmo. Não atingiu só os autores do blogue.

Alguém terá que tomar a iniciativa. Eu tomo.

Todos vivemos com os nossos filmes. Escolhemos alguns dos actores e das actrizes, podemos condicionar o argumento mas, em útlima análise, nós somos os realizadores. O poder total da criação do filme. Bem, quase total. Estamos dependentes do dinheiro dos produtores.

E  eu já escolhi o argumento. Calculo que, com a minha idade, o filme ainda vá a meio. Se eu escolher que seja uma comédia romântica, é nesta altura que parece que tudo vai correr mal. Não vai. Algo irá melhorar.

Passei o dia a ver destroços. Confundi-me com eles. Actuei como eles. Não pode ser. Quero que o meu filme, embora sendo uma produção barata, tenha um final feliz. Pensei num final apoteótico mas de nada valeria. Seria artístico, chocante e muito ao meu gosto. Mas eu não o veria. E participar do filme é a primeira intenção de qualquer drama queen como eu ou a Tangerine. Ela sabe que é verdade. Vivemos para os espectadores de tal forma que esquecemos de viver para nós. Ou de nos conhecermos.

Um filme é algo mágico. Cada um interpreta-o à sua maneira. Neste mesmo Domingo que passou, ouvi cinco ou seis interpretações para o mesmo enredo. Não é mau, é mágico. Induzir as pessoas em erro como o Hitchcock é próprio desta arte. É o suspense. O que virá a seguir?

As pessoas adivinham mas nem sempre acertam.

Comemora-se o dia da mãe na maternidade Alfredo da Costa. Nasci lá perto. E, muito provavelmente, irei morrer muito longe de lá.

Mas não será hoje. Nem amanhã.

Continuo por aqui. Sem desistir.

Por mim e por todos e todas que me são de alguma forma próximos. Alguém me fez a melhor pergunta deste século: "Precisas de mim?". Não me esquecerei e retribuirei.

Com um filme colorido em que eu é que mando. Não me vão tirar a côr.




1 comentários:

  1. Isso do cair, foi da Lua Cheia. :)
    E concordo contigo quanto à vida ser um filme. Somos nós que o fazemos!
    Põe cor nisso, os filmes a preto e branco já não se usam!!! ( o preto existe )
    Bj e ainda bem que está tudo bem. ( fiquei assustada, a sério!!!)

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