Nonsense consensual em forma de blogue.
Criado no dia 22 de Abril de 2012.

A Minha Rota

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E no mistério
solitário da penugem
vê-se a vida correndo parada
como se não existisse chegada
Na tarde
distante
Ferrugem
ou nada

Djavan


 Nunca roí as canetas nem as unhas. Acho um hábito detestável. Ontem, enquanto escrevia, fazia-o. E escrevi com uma caneta. Também já não o fazia há muitos anos.

Na televisão, um anúncio do chocolate Snickers diz que tu não és tu quando tens fome.  Verdade. Tenho fome de tantas coisas. E não sou eu. Estou definitivamente louco com uma vontade extrema de arrastar a cara pelo chão até deixar um rasto de sangue que mostre o caminho aos sobreviventes.

Será um evento maravilhoso. O telemóvel avisa-me de eventos perdidos. Até o miserável do electrodoméstico troça de mim. E porque não o faria? Sou ridículo, absurdamente imberbe e duma inconsequência notável.

Na televisão, novamente, José Barros diz que recebe um euro e quarenta cêntimos por cada exemplar da revista Cais que vende e que, no tempo dos escudos, vendia vinte só pela manhã. Carla Ribeiro tem uma barbatana com três metros de altura colada nas costas com a palavra "Destak".  Dá a sensação de levantar voo a qualquer momento. Na escola, inspirados em Huxley certamente, o Projeto (sem c) Fénix separa os alunos maus dos bons em várias turmas. Está em prática em 59 escolas secundárias. Não sou o único louco.

Ontem, quis morrer. Deixar a rota traçada até ao meu corpo. Hoje, estou vivo e não é por amor ou cobardia.

As mão tremem-me. Muito.

É mera raiva.

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