Nonsense consensual em forma de blogue.
Criado no dia 22 de Abril de 2012.

Sessão de Esclarecimento

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Não sei o que raio ando a fazer mas, recentemente, tenho sido adjectivado das mais diversas coisas pelas mais diversas pessoas. Não o habitual cabrão de merda ou filho da puta. Não, nada desses mimos vulgares. A esses já estou habituado.

Parece que existe um surto de um vírus de psicanálise e que me tornei no caso favorito de quem me rodeia. Tem graça. Até porque foram muitas pessoas. E acho um elogio enorme perderem dez minutos na elaboração de um relatório clínico dos meus comportamentos. Fico, honestamente, contente e envaidecido.

Mas estão todos enganados. Pecam pelo carácter dogmático das afirmações e toda a gente sabe que dogmas dão -se de pastar juntamente com uma hóstia generosamente ministrada pelo senhor abade que, entretanto, já mamou uns copitos do sangue do filho do Outro. E o sangue do filho bate. Tal como as hóstias que, nas paróquias mais avançadas e mais felizes, levam uma gotinha de diatelamida do ácido lisérgico. Mentira. Estou a inventar. Não vão já a correr para as igrejas, sua cambada de drógados com acento no “o”. (Não estou a inventar, não. Mas deixem as igrejas em paz porque já há poucas hóstias e tenho uma rave marcada para Sábado)

Ora bem...uma pequena pausa para ver quem é que já consegui aborrecer entretanto. Amigos, católicos, pessoas que estavam à espera de um texto com pés e cabeça e a minha gata que quer colo. Já não faltam muitos seres vivos. Aguentem que chegará a vossa vez.

Por falar em seres vivos, parece-me que cada vez mais ando rodeado de gente morta e com tendência para o canibalismo. Um walking dead em versão low budget com meia dúzia de campistas como actores secundários. E eu que não falasse dos campistas...pelo menos, não falei da atribuição da culpa pela enésima vez. Sou um gajo com pouca imaginação e repito-me muito quando vejo que algo pegou.

Essa falta de imaginação tem-me valido alguns dissabores. Escrevo com uma enorme influência do que que me vai sucedendo diariamente. Friso a palavra influência. Não é uma biografia porque senão os médicos receitariam os meus textos em vez de Xanax de tão maçadora e narcótica é a vida que levo. São frases, situações, coisas que eu nem me lembro mas que, no fim, tudo se junta para formar uma história. Tal como nos sonhos.

Dito isto, e para evitar chamadas de atenção de mais uma categoria de seres vivos a somar aos já referidos, gostaria de esclarecer o seguinte: tudo aquilo que não tiver o vosso nome expressamente mencionado, não vos é dedicado. Além de que isto é um pouco como o tempo de antena: é da exclusiva responsabilidade do personagem Medinos e não do seu criador. Já sei que vos faz um pouco de confusão mas são duas coisinhas diferentes. Reparem no tom jocoso e provocador do “coisinhas”. Ando mesmo a pôr-me a jeito para que me mandem à merda.

Enfim...Lá terá que ser.

Já vos disse que, aparentemente, sou um caso clínico?



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